quinta-feira, 15 de março de 2012






Deixa eu te mostrar o melhor que posso ser.


Sabe aquele cara que vê pela rua e pensa: "Eu queria um desses pra mim." Ou talvez o tipo de homem quieto, calmo, inteligente, carinhoso e pensativo. Que sabe se expressar, sabe demonstrar cada pingo de sentimento dentro de si. E que entende os outros, usa a compreensão como ponto positivo para relacionar-se. E apenas com um olhar, é capaz de sentir o alma humana, a dor de quem está a sua frente. Mas de certa forma, esse homem sou eu. Quero dizer, o segundo. Por que não tem como ver como sou apenas olhando, observando. Tem e deve conversar, ter paciência, entender e manter o coração no lugar. Por que decididamente não sou o tipo de homem com que se deve envolver. Já provei isso várias vezes, porém a solidão me aflige, como a todos. Sou ser humano afinal. Eu sinto, eu choro, eu amo, eu mato, eu minto, eu destruo, eu manipulo, eu sinto, eu sinto. Cadê aquele eu de antes? Deve estar num buraco negro que fui jogado e pra sempre largado, porém um dia esse lado vai voltar novamente. Um dia...
Debaixo de toda aquela chuva, eu me sentia perdido entre o vazio que havia em mim e o que havia no final da rua. Mas a escuridão dominava completamente meu eu. Eu dizia para mim mesmo que nada iria mudar, nada seria como fora um dia. Porém você chegou. No meio daquela chuva toda, você tomou teu espaço, abrindo as costinas de musgo até meu coração e era disso que eu precisava. O semblante havia retornado à luz, porém ainda falta algo. Faltava ter seu beijo, ter sua pele na minha, sua alma com a minha. Mas é um processo complicado, doloroso e irreversível, porém valia a pena tentar. De todas as formas possíveis eu procuro te amar, te respeitar, ajudar e manter aquecida. Meu eu de antigamente ainda está solto por ai, porém o meu eu de agora permanece preso à ti. E aquela risada que eu sempre haveria de ouvir, ficou gravada em minha alma. E nesse momento, eu acordei.
Só queria me lembrar daquela noite que por seis horas passamos no telefone. Foram tantas conversas, tantos assuntos e palavras ali que apenas me lembro da despedida.
- Mari, só me diz o que aconteceu. Me dá um motivo por estar fazendo isso. - havia lágrimas querendo se romper ali.
- Marco, depois de tudo, desses meses todos eu percebi que isso não dá mais certo pra mim. Essa distância me mata.
- Mas... mas eu não vejo assim. Quem vai querer jogar fora esse sentimento? Mas você tem certeza? Disso?
- EU tenho, Marco. Será melhor para nós dois.
- E engolindo todo choro, disse-lhe: Então o melhor agora é seguir caminhando. 
- Você está na rua? Não faça nada estúpido.
- Não. Seguir caminhando em frente e deixar tudo isso para trás.

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Nem...


Chorar não resolve, falar pouco é uma virtude, aprender a se colocar em primeiro lugar não é egoísmo. Para qualquer escolha se segue alguma conseqüência, vontades efêmeras não valem à pena, quem faz uma vez, não faz duas necessariamente, mas quem faz dez, com certeza faz onze. Perdoar é nobre, esquecer é quase impossível. Quem te merece não te faz chorar, quem gosta cuida, o que está no passado tem motivos para não fazer parte do seu presente, não é preciso perder pra aprender a dar valor, e os amigos ainda se contam nos dedos. Aos poucos você percebe o que vale a pena, o que se deve guardar pro resto da vida, e o que nunca deveria ter entrado nela. Não tem como esconder a verdade, nem tem como enterrar o passado, o tempo sempre vai ser o melhor remédio, mas seus resultados nem sempre são imediatos.
O problema de não saber o que vem depois é exatamente o que vem depois. Você nunca sabe se o sorriso que alguém te deu ontem, amanhã pode ser uma decepção, não sabe se o amor que ontem era o maior que havia sentido, amanhã irá evaporar. São enigmas, descobertas nem sempre tão agradáveis e digo isso por hoje sentir que é assim, por bem dentro de mim isso ser forte e aquele arrependimento, aquela dúvida não me deixar nunca. Como seria se eu não tivesse te conhecido? Evitaria a dor, a saudade, os pensamentos, sonhos e tantas ilusões. Eu evitaria a espera, evitaria as brigas que doem, e toda essa frustração que vive em torno de nós dois. Ainda custo a aceitar tantas coisas, custo a aceitar como tudo realmente é. Porque convenhamos, a realidade é um tanto injusta e difícil de ser aceita. Não importa o quanto você queira algo, às vezes simplesmente não acontece, porque não tem que acontecer.
 Podemos acreditar que tudo que a vida nos oferecerá no futuro é repetir o que fizemos ontem e hoje. Mas, se prestarmos atenção, vamos nos dar conta de que nenhum dia é igual a outro. Cada manhã traz uma benção escondida; uma benção que só serve para esse dia e que não se pode guardar nem desaproveitar. Se não usamos este milagre hoje, ele vai se perder. Este milagre está nos detalhes do cotidiano; é preciso viver cada minuto porque ali encontramos a saída de nossas confusões, a alegria de nossos bons momentos, a pista correta para a decisão que tomaremos. Nunca podemos deixar que cada dia pareça igual ao anterior porque todos os dias são diferentes, porque estamos em constante processo de mudança.

O livro do Destino.


O livro do destino.
Se o destino fosse escrito em um livro
Passo a passo (fiel aos acontecimentos)
Para quem sabe um dia ser lido
Por algum deus que desconhecemos...

Ele em vão leria sem achar sentido
O arremedo de vida que vivemos
E pensaria em tudo que poderia ter sido
Face ao nada que fizemos.

Talvez até nos desse por castigo
Uma eternidade de pesadelos
Ou a ironia de outra vez vivos
Repagar toda dor que já sofremos.

Se o destino estivesse contido em um livro
Escrito por qualquer ente desconhecido
Haveria na existência ao menos um sentido
De entreter o ser que o tivesse escrito

Saudade.


A saudade é um turbilhão de emoções errantes, fugidias. A saudade é uma foto de quem já partiu ainda sorrindo para nós na estante. A saudade é a dor de arrumar o quarto de um filho que já morreu, de remexer suas gavetas, encontrar desenhos, bilhetes, fios de cabelos, guardar seus brinquedos e dobrar suas roupas ainda com o perfume. A saudade é ter medo de esquecer o som da voz de quem se foi.           É tentar reter na imaginação o aroma e a maciez da pele da pessoa amada. É não saber vencer a dor das horas e dias que ficaram mais longos e vazios. A saudade é tentar encontrar sinais e significados em cada milímetro da alma. A saudade é tentar imaginar um futuro que não mais virá, pois falta um pedaço. A saudade é uma dor silenciosa que não se cala e que nada preenche. A saudade é fechar os olhos e ansiar por um abraço e um beijo. É percorrer os cômodos da casa em busca por quem não está mais presente. A saudade é não conter as lágrimas ao ouvir o som de uma música. É estar à beira de um abismo, chamar por um nome e não ouvir o eco. A saudade é o tormento de ver arrancada uma página da vida. É estar submerso em uma imensidão de desejos e sonhos agora distantes. A saudade é a cadeira vazia na mesa posta para o jantar. É a cama de casal que agora ficou imensa por estar pela metade. É a porta fechada de um quarto vazio, não mais habitado. É procurar pelas ruas no rosto anônimo a face de quem partiu. A saudade é a dor de nunca mais poder chamar pela mãe ou pelo pai. A saudade é a dor de dizer meus filhos, quando sabemos que falta um. É ter que seguir em frente com a sensação eterna de que alguém ficou para trás. A saudade é simplesmente não pode mais saber como seriam as coisas. A saudade é olhar para o céu e ver milhões de estrelas reluzentes e tentar imaginar em qual delas habita a pessoa amada. A saudade é fotografar na alma todos os momentos, todos os instantes, para que nunca parte de nós que se foi, caia no esquecimento.

domingo, 29 de janeiro de 2012

A verdade.

Tudo de bom que há encontra-se em poder da morte. Pois é ela quem alivia a dor, faz esquecer lembranças e toques, nos faz reencontrar pessoas que permanecem apenas no pensamento e nos fecha os olhos para dormimos eternamente.

sábado, 28 de janeiro de 2012

E o amor é assim.


E, o amor é assim: você conhece alguém. Você e esse alguém começam a conversar. Começam a rir juntos de coisas bobas, e, com o tempo, você começa a lembrar daquela pessoa em qualquer coisa, você tropeça na rua, e por algum motivo, lembra dela. Você se apaixona. Tudo pra você muda, toda a sua perspectiva de vida é mudada, o mundo parece até mais colorido. E, tudo, pra você e pra ela, passa a ser compartilhado. Desde sorrisos até alegrias. Não é mais apenas “você”, é você… E ela. Ou, nos piores casos, ela e você, o você vindo depois, em segundo plano. É aí que mora o perigo. Brigas são normais… Porque é isso que você faz quando você quer alguém… Você briga. E eles se queriam, até demais. Conseqüentemente, com o tempo, tudo fica mais difícil, mas foda-se, qual seria a graça se fosse fácil? Certamente nenhuma. Só que, às vezes… Ela se cansa. Às vezes, ele se cansa. E, no pior dos casos, nenhum dos dois se cansa, mas eles terminam. Foi isso que aconteceu, e até hoje… Ninguém sabe o por que. Talvez nunca vão descobrir, o por quê… Por quê de se amarem tanto, se quererem tanto, mas não se acertarem. É um mistério. De qualquer forma, vem o fim. O fim, que é sempre mais certo do que qualquer outra coisa, cedo ou tarde, chega. Não o fim, tecnicamente falando, porque eles sempre estariam conectados, querendo ou não. Apenas acredite em mim: a sensação do fim poderia ser comparada a você arrancando seu coração pela boca e o apertando até que ele explodisse. Não. Errado. Fazer isso doeria bem menos. E, sabe o que é engraçado? Que, o tempo que você passa sofrendo é o dobro, o triplo do tempo que você passa amando. Tem muito mais pra se falar sobre dor do que sobre amor. Mas, voltando… Esse tal fim, só é visto pelos outros. No coração de quem ama, ele nunca existiu nem nunca vai existir. O que, sim, existe, é a espera e a aceitação. A espera, entretanto, talvez seja ainda mais dolorosa do que o fim. O fim é como “ei, acabou, siga em frente com a sua vida”, enquanto a espera é “talvez ainda que dê pra vocês dois.” E a aceitação, afinal, é quando você repete, o tempo todo pra si mesmo “vai passar, vai passar… Não, não chore agora, vai passar.” Mas, antes de dormir, você simplesmente não se segura. Tudo que você evita durante o dia cai em cima de você, e você cede, mesmo sabendo que é errado se entregar a dor. E aprender a conviver com a dor e sem o amor é como aprender a andar. Dá um medo filho da puta. Às vezes você dá um passo maior que a perna e cai. Ou então, caminha alguns metros sozinho, acha que está conseguindo… Vem um vento um pouco mais forte e te derruba. Mas, finalmente, você aprende. Você, de alguma forma, cresce com as quedas. E, eventualmente, os dois irão encontrar o seu caminho de volta, mesmo que não seja tão simples… E talvez, algum dia por aí… Eles se encontrem. Encontrem a explicação. Quem sabe algum dia eles conversem de verdade e não apenas se falem

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Lembranças.

Sabe quando tu fala com alguém e apenas pelo fato dessa pessoa sorrir com as palhaças que tu fala ou faz já faz teu coração se abrir de uma forma descontrolada e alegre? E quando um xinga o outro e os dois caem na risada ou num abraço carinhoso. Vai dizer que não é bom? Ou talvez ela diga que te odeia, mas no fundo, no fundo é aquele amor descontrolado que até o que antes era por preguiça, agora é por vontade e desejo? Seja como for, os dois estão juntos, rindo juntos, caminhando juntos e amando juntos. Sabem o que é ser serem amigos antes de qualquer coisa e sendo assim, tudo dá sempre certo. Ela sabe que pode contar com ele e vice versa. Ele entende o jeito dela e compreende, amando-a de qualquer jeito. Ênfase no "qualquer jeito". Ela tem que entender que terá sempre aquele ombro amigo e forte do lado, a mão segura e quente pra segurar se for cair. Até o fim, aquele fim que todos falam, eles estarão juntos. Nada de sonhos, nem de carruagens. Apenas uma colina ensolarada, uma toalha de piquenique e o pouco de um silêncio reconfortador, que permite pensarem no que ocorreu durante o dia. E no final, antes das estrelas aparecer, um beijo quente e envolvedor, seguido de os dois olhares direcionados à Lua. Majestosa e iluminada, como os dois corações que ali deitados no gramado se encontram. Tudo acontece de uma forma que não podemos evitar, nem revidar. Apenas aceitar. E os dois deixaram tudo acontecer, para que no final não aja dúvidas.

domingo, 22 de janeiro de 2012

Aquele tédio.

Engraçado é que devaneios mentais entram em conflito depois de um tempo em que a pessoa não se ocupa com absolutamente nada. O olhar vago, a cabeça pendendo pro lado, o corpo relaxado e a mente divagando sobre assuntos, sonhos e imagens futurísticas. Mas é até interessante entrar em completo tédio. Sem se ocupar, a mente e o corpo elaboram diagramas sobre coisas que nunca fizeram enquanto se mantinham ocupados, como inventar uma receita culinária, um tipo de humanoide que obedecem apenas a nós, inventar um novo mundo e assim por diante. São pensamentos praticamente impossíveis e inalcançáveis, mas é até bom durante certo tempo. E depois voltamos à ativa, trabalho, estudo, bebedeira, conversas idiotas na cama e sorrisos num dia feliz. Ahhh, quem me dera fazer realidade meus pensamentos. Meus devaneios e divagações nos dias de tédio. Imagino pessoas livres da arrogância e serem ambiciosas a ponto de matarem uns aos outros. Queria encher um copo com refrigerante Kuat e quando o conteúdo terminar, volta a encher sozinho. Também queria poder ler mentar e saber o que as pessoas pensam em 50% de seu dia. Como eu disse, são apenas reflexos do tédio. Mas se quer saber, uma pessoa em coma é igual uma em absoluto tédio. Dura mais, mas o estado é praticamente o mesmo. Eu não quero virar um vegetal daqui a trinta anos quando a medicina decidir que descobriu a cura para doenças que hoje são incuráveis. Eu quero fazer parte dessa medicina e fazer dos pensamentos humanos os mais relevantes para a sobrevivência. Escrevo sobre isso por que me veio à mente e decidi fazer com que minhas palavras se transformem em minutos de prazer e meditação para algumas mentes descuidadas ou as alertas. Mas quem vai saber?

sábado, 21 de janeiro de 2012

Aquele dia.

Pra que pensar demais no que acontece a teu redor? Pra que pôr nos lábios tantas perguntas, tantos "por quê's"? O tempo que perdeu pensando, pensando e se perguntando, deveria ter feito algo que fizesse as pessoas criarem perguntas sobre o por que delas mesmos não terem feito o que tu foi capaz de fazer. Aquela coisa de se indagar por que o cavalo branco de Napoleão é branco, não cola mais. Quer dizer, se tem uma pergunta a ser respondida, seja direto. Não enrole, não explique o que realmente não é necessário. Seria mentira eu falar que não faço isso, mas pelo menos não paro pra ficar me perguntando sobre a razão de tudo, do que acontece a meu redor. Já perdemos 1/3 de nossa vida dormindo. Não tem necessidade de se perguntar por que dormimos tanto. Nós somos exatamente o que demonstramos. E isso quer dizer que somos todos inconstantes e incorrigíveis. Nenhum ser humano sabe controlar o que sente. Se diz que é assim, a situação em que pode se encontrar pode mostrar que nem sempre foi o que diz. É assim, a vida nos mostra como somos e como reagimos. Eu sou diferente. Tu é diferente, mas o que temos de igual é o fato de todos queremos mostrar nossa força. É isso...

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Um recomeço.

Um homem encontra-se ajoelhado no meio de uma estrada escura, porém bem no peito dele há uma luz. Aquela luz que guia, fortalece e renova. O homem murmurava baixinho palavras inaudíveis, porém parecia tratar-se de um tipo de oração ou pedido. Era a crença daquela mente, a força interna que o ajuda a dominar seu medo. Após alguns segundos daquela forma, ele ergue-se. O olhar fitava uma pequena encruzilhada logo à frente, onde separava-se por quatro pequenas trilhas. Bem no meio, uma placa com os seguintes dizeres: "Morte, Felicidade, Amor e Humildade." O homem pensou, caminhou de um lado ao outro e pensou. Até que seu olhar brilha e ele adianta-se, pegando quatro estacas e arrancou os dizeres, todos os quatro. Após alguns minutos de trabalho, havia quatro placas. Amor, felicidade, humildade e morte, respectivamente. E alinhou uma à frente da outra e começou a seguir um caminho qualquer, mas com as placas ordenadas. Ele percorre o caminho lentamente e em silêncio. Então, logo em frente uma moça encontrava-se caída debaixo de uma árvore. Ele correu para ajudá-la e naquele mesmo momento apaixonou-se por ela. Então, seu coração encontrou o amor. Seguindo, tiveram filhos e viviam em uma fazenda humilde, rica em animais e ele encontrou a felicidade. Ao passar dos anos, ele estava velho e doente, mas feliz. Conversou com cada filho e a esposa e proferiu seu último ato de amor a cada um, com humildade. E por fim, encontrou a morte.

Nem tudo é real.

Tem um momento em que fazemos uma descoberta na vida real que nos faz pensar sobre muitas questões. Um pequeno exemplo é o fato de uma pessoa ter conhecido outra e em pouco descobrir que estava apaixonado. E o tempo passou e foram meses felizes e bonitos. Mas chega um dia que sem querer a pessoa descobre que de fato nunca houve nada. Nenhum sentimento, tudo ilusão. Isso não chega a machucar, mas deixa questões na mente e na alma. Por que dizia que o amava? Por que compartilhava sonhos, carinhos e futuros? Por que as palavras pareciam verdadeiras? Por que as promessas pareciam que seriam reais? Mas foi tudo em vão. Ele perdeu, desperdiçou meses de sua vida por uma mulher que mentia, por alguém que estava apenas carente e triste. Foi tudo em vão mesmo. O estômago se embrulha, distorce. Um riso sarcástico aflora em seu rosto e seus pensamentos vão embora, somem. Já faz parte do passado e não importa mais. É apenas uma lembrança de uma pequena alfinetada no coração. It's over.

Devaneios.

Ah, eu não entendo muito de música sabe? Algo aqui ou ali, mas não procuro mesmo me informar sobre tudo. Mas eu conheço pessoas que sabem de tudo. Letras, traduções, cifras, títulos, principais nomes da música na atualidade e tudo o que se precisa saber. Eu fico impressionado. E tem algumas que sabem criar canções e sabem cantar! Nossa, fico emocionado. E por ai vai, pessoas que sabem de tudo sobre variados assuntos: arte, livros, matérias, esportes, qualquer assunto. Mas eu me orgulho de saber tudo e mais um pouco sobre a vida. Bem, é um assunto vasto, amplo e complicado. É definido por experiências, personalidade, atitudes e observação. As pessoas passam por variados problemas e antes que percebam, estão no fundo do poço por algo que poderia ser evitado desde o começo. Um problema com a família pode virar um problema consigo mesmo. As pessoas pensam que se em algum momento um amigo, familiar tem algum problema ou se ficam calados demais e agressivos devem ser levados à psicólogos, psiquiatras e submetidos à medicamentos, à drogas. Por mim, mandaria tudo isso ao inferno. Sabe, nada melhor do que a compreensão, uma conversa amigável e gentil. Isso se resolve assim, dessa forma. Isso se aprende e nunca mais se esquece como fazer. O tempo cura tudo, mas falam também que a mente é capaz de ser curada, como se fosse mesmo o problema, com remédios e longas conversas com profissionais entediados pela vida medíocre que levam e acham que fazendo perguntas pessoais a quem não precisa, vão sinceramente se encher de alegria e fazer isso a vida toda. Eu não sou nenhum profissional, mas poderia ser. Quem se tranca dentro da própria mente não precisa de remédios ou conversas pagas, mas sim de sinceridade, tempo e compreensão. O assunto era assuntos sobre a vida, mas me voltei a um tópico que desprezo e acho que poderia acabar. E aqui vai pra quem quiser ler. Quem quiser, qualquer pessoa pode me procurar. Pode falar comigo. Tenho o coração e a mente abertas. Está sendo ótimo esses longos desabafos.

Aquela Lua.

Ultimamente, eu tenho tido vontades e desejos. Planos, especulações e sonhos. Rosto sério, dedos tamborilando sobre a mesa, o lápis em uma das mãos. A mente afiada elaborando planos. Mas planos para que? Vai parecer bobo e engraçado, mas um plano para ir até a Lua. Sabe, eu a vejo daqui da Terra. Sendo minguante, nova ou cheia, continuo admirando-a. Tem gente que chama pessoas de "Minha Lua". Não. Essa Lua é a minha. Minha por que eu converso com ela, a entendo e divido minha solidão com a dela. É, ela é sozinha. Mas forte, majestosa, impetuosa e única. Talvez eu não seja igualzinho a ela, mas sem dúvida compartilho desejos, personalidade e vontades com ela. Pode ser que eu tenha vontade de ficar pendurado no vão de algum lugar infinito e perfeito. Ou talvez ela queira andar pela Terra, pelas matas e sentir tudo que ela vê lá de cima. Seria diferente trocar de lugar com a Lua. Nossa, sério? Seria demais. Ser a "Lua" por anos-luz. Iluminar corações apaixonados e trazer de voltar almas perdidas. A Lua é poderosa demais. Eu poderia ser ela. Poderia mudar de forma. Sorrir por dias, me esconder ou me mostrar totalmente, do jeito que eu gosto. Ou poderia nascer novamente e ir crescendo, na espreita até o mundo inteiro me ver ao mesmo tempo. Nossa Lua, por que tu não toca no meu rosto ou abana teu véu com estrelas por meus cabelos? Será que tu queres que eu veja tu em alguém especial que possa fazer o que tu nunca foi capaz? Por que se é assim, irei contra muitas coisas. Mas e se eu fosse feliz se isso acontecesse? Quer dizer, feliz mesmo? Mas eu nunca esqueceria de ti, isso é impossível. Mas tem outro jeito de explicar. Talvez tu já seja alguém que conheci, mas que seja como tu, inalcançável? Por isso tu fica tão longe de mim? Para representar uma situação? Para me fazer lembrar? Verdade que tu cuida da minha alma e me faz nunca esquecer de muitas coisas, mas a alma é como uma máquina fotográfica. Tu poderia trocar meu rolo de filme para que eu tenha novas lembranças, não podia? Desde que deixe num cantinho algumas coisas que eu realmente não quero esquecer. Eu só quero esquecer o que me fez ou faz mal. Por mais frieza que existe em mim, ainda sou humano.

Pense e repense.

Esta tarde estava conversando com uma pessoa muito especial pra mim. Eu a conheço por um longo tempo, não sei a data exata, mas ela sabe. E conversamos. Rimos, ouvimos, aconselhamos e choramos. Ela me disse que sou orgulhoso e nego ajuda das pessoas pelo fato de eu pensar que por elas não serem eu e não entenderem o que passo. Bem, isso é verdade. Nego ajuda exatamente por isso, por pensar que ninguém pode me ajudar. Sou um tipo difícil e complicado. O tipo de homem que muitas pessoas desejariam como amigo, como companheiro e como homem, mas o caso é que eu não posso e não sei ter essa convivência. É o ato extremo de um ser humano, escolher a solidão como chave de sobrevivência. É o ultimato de uma alma. Não posso me definir, não explico meus gostos nem defeitos. Mas o que realmente eu deveria fazer, segundo ela, é viajar. Sair, usar a solidão a meu favor e aproveitar isso ao máximo. Conhecer o que puder, sem medo de olhar pra trás e enfrentar o que for. Sentar na areia de uma praia deserta, observando a Lua refletir no mar. Aquela linha vertical na água que mais parece um espelho majestoso. Devo mesmo fazer isso. Andar por alguma trilha sem se preocupar com o que pode acontecer. Apenas aproveitar o que puder de tudo que o mundo pode oferecer. Talvez eu faça isso, talvez não. Vejamos. Sou um homem que foi feito para ajudar quem quer que seja. Já salvei vidas e me orgulho por isso e por entender o que o coração e a alma humana são capazes de sentir. Poder entender quem quer que fosse e dizer no final que tudo vai ficar bem. Realmente bem. Bem, é um dom e um gesto. Essa é a vida. Irônica e hipócrita. Eu procuro apenas uma coisa. Pra quem quer saber o que é, vá lendo.