sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Aquela Lua.

Ultimamente, eu tenho tido vontades e desejos. Planos, especulações e sonhos. Rosto sério, dedos tamborilando sobre a mesa, o lápis em uma das mãos. A mente afiada elaborando planos. Mas planos para que? Vai parecer bobo e engraçado, mas um plano para ir até a Lua. Sabe, eu a vejo daqui da Terra. Sendo minguante, nova ou cheia, continuo admirando-a. Tem gente que chama pessoas de "Minha Lua". Não. Essa Lua é a minha. Minha por que eu converso com ela, a entendo e divido minha solidão com a dela. É, ela é sozinha. Mas forte, majestosa, impetuosa e única. Talvez eu não seja igualzinho a ela, mas sem dúvida compartilho desejos, personalidade e vontades com ela. Pode ser que eu tenha vontade de ficar pendurado no vão de algum lugar infinito e perfeito. Ou talvez ela queira andar pela Terra, pelas matas e sentir tudo que ela vê lá de cima. Seria diferente trocar de lugar com a Lua. Nossa, sério? Seria demais. Ser a "Lua" por anos-luz. Iluminar corações apaixonados e trazer de voltar almas perdidas. A Lua é poderosa demais. Eu poderia ser ela. Poderia mudar de forma. Sorrir por dias, me esconder ou me mostrar totalmente, do jeito que eu gosto. Ou poderia nascer novamente e ir crescendo, na espreita até o mundo inteiro me ver ao mesmo tempo. Nossa Lua, por que tu não toca no meu rosto ou abana teu véu com estrelas por meus cabelos? Será que tu queres que eu veja tu em alguém especial que possa fazer o que tu nunca foi capaz? Por que se é assim, irei contra muitas coisas. Mas e se eu fosse feliz se isso acontecesse? Quer dizer, feliz mesmo? Mas eu nunca esqueceria de ti, isso é impossível. Mas tem outro jeito de explicar. Talvez tu já seja alguém que conheci, mas que seja como tu, inalcançável? Por isso tu fica tão longe de mim? Para representar uma situação? Para me fazer lembrar? Verdade que tu cuida da minha alma e me faz nunca esquecer de muitas coisas, mas a alma é como uma máquina fotográfica. Tu poderia trocar meu rolo de filme para que eu tenha novas lembranças, não podia? Desde que deixe num cantinho algumas coisas que eu realmente não quero esquecer. Eu só quero esquecer o que me fez ou faz mal. Por mais frieza que existe em mim, ainda sou humano.

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