domingo, 22 de janeiro de 2012
Aquele tédio.
Engraçado é que devaneios mentais entram em conflito depois de um tempo em que a pessoa não se ocupa com absolutamente nada. O olhar vago, a cabeça pendendo pro lado, o corpo relaxado e a mente divagando sobre assuntos, sonhos e imagens futurísticas. Mas é até interessante entrar em completo tédio. Sem se ocupar, a mente e o corpo elaboram diagramas sobre coisas que nunca fizeram enquanto se mantinham ocupados, como inventar uma receita culinária, um tipo de humanoide que obedecem apenas a nós, inventar um novo mundo e assim por diante. São pensamentos praticamente impossíveis e inalcançáveis, mas é até bom durante certo tempo. E depois voltamos à ativa, trabalho, estudo, bebedeira, conversas idiotas na cama e sorrisos num dia feliz. Ahhh, quem me dera fazer realidade meus pensamentos. Meus devaneios e divagações nos dias de tédio. Imagino pessoas livres da arrogância e serem ambiciosas a ponto de matarem uns aos outros. Queria encher um copo com refrigerante Kuat e quando o conteúdo terminar, volta a encher sozinho. Também queria poder ler mentar e saber o que as pessoas pensam em 50% de seu dia. Como eu disse, são apenas reflexos do tédio. Mas se quer saber, uma pessoa em coma é igual uma em absoluto tédio. Dura mais, mas o estado é praticamente o mesmo. Eu não quero virar um vegetal daqui a trinta anos quando a medicina decidir que descobriu a cura para doenças que hoje são incuráveis. Eu quero fazer parte dessa medicina e fazer dos pensamentos humanos os mais relevantes para a sobrevivência. Escrevo sobre isso por que me veio à mente e decidi fazer com que minhas palavras se transformem em minutos de prazer e meditação para algumas mentes descuidadas ou as alertas. Mas quem vai saber?
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