E, o amor é assim: você conhece alguém. Você e esse alguém
começam a conversar. Começam a rir juntos de coisas bobas, e, com o tempo, você
começa a lembrar daquela pessoa em qualquer coisa, você tropeça na rua, e por algum motivo, lembra dela. Você se apaixona. Tudo pra você
muda, toda a sua perspectiva de vida é mudada, o mundo parece até mais
colorido. E, tudo, pra você e pra ela, passa a ser compartilhado. Desde
sorrisos até alegrias. Não é mais apenas “você”, é você… E ela. Ou, nos piores
casos, ela e você, o você vindo depois, em segundo plano. É aí que mora o perigo. Brigas são
normais… Porque é isso que você faz quando você quer alguém… Você briga. E eles se queriam, até demais.
Conseqüentemente, com o tempo, tudo fica mais difícil, mas foda-se, qual seria a graça se fosse fácil?
Certamente nenhuma. Só que, às vezes… Ela se cansa. Às vezes, ele se cansa. E, no pior dos casos, nenhum dos dois se cansa, mas eles
terminam. Foi isso que aconteceu, e até hoje… Ninguém sabe o por que. Talvez
nunca vão descobrir, o por quê… Por quê de se
amarem tanto, se quererem tanto, mas não se acertarem. É um
mistério. De qualquer forma, vem o fim.
O fim, que é sempre mais certo do que qualquer outra coisa, cedo ou tarde,
chega. Não o fim, tecnicamente falando, porque
eles sempre estariam conectados, querendo ou não. Apenas
acredite em mim: a sensação do fim
poderia ser comparada a você arrancando seu coração pela boca e o apertando até
que ele explodisse. Não. Errado. Fazer isso doeria bem menos. E, sabe o que é engraçado? Que, o tempo que você passa sofrendo é o dobro, o
triplo do tempo que você passa amando. Tem muito mais pra se falar sobre dor do
que sobre amor. Mas, voltando… Esse tal fim, só é visto pelos
outros. No coração de quem ama, ele nunca existiu nem nunca vai existir. O que,
sim, existe, é a espera e
a aceitação. A
espera, entretanto, talvez seja ainda mais dolorosa do que o fim. O fim é como
“ei, acabou, siga em frente com a sua
vida”, enquanto a espera é “talvez ainda que dê pra vocês dois.” E a aceitação, afinal,
é quando você repete, o tempo todo pra si mesmo “vai passar, vai passar… Não, não chore agora, vai
passar.” Mas, antes de dormir, você simplesmente não se segura. Tudo que você evita
durante o dia cai em cima de você, e você cede, mesmo sabendo que é errado se
entregar a dor. E aprender a conviver com
a dor e sem o amor é como aprender a andar. Dá um medo filho da puta. Às vezes
você dá um passo maior que a perna e cai. Ou então, caminha alguns metros
sozinho, acha que está conseguindo… Vem
um vento um pouco mais forte e te derruba. Mas, finalmente, você
aprende. Você, de alguma forma,
cresce com as quedas. E, eventualmente, os dois irão encontrar o seu caminho de
volta, mesmo que não seja tão simples… E talvez, algum dia por aí… Eles se encontrem. Encontrem a
explicação. Quem sabe algum dia eles conversem
de verdade e não apenas se
falem.
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